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Sonny Rollins
Go West! The Contemporary Records Albums
CD
Craft Recordings 2023

 

 

Em 1957 Sonny Rollins entra nos estúdios da Contemporary Records com o baterista Shelly Manne e o contrabaixista Ray Brown, para gravar um dos seus mais icónicos discos, Way Out West. O trio nunca tinha tocado junto e o disco foi gravado todo de seguida nessa sessão que se iniciou às três da manhã, inaugurando uma fórmula de trio com saxofone, sem instrumento harmónico, a que se deu o nome de strolling. A fórmula adequava-se à forma voluptuosa de tocar de Rollins, e ele já tinha provado as suas capacidades noutros dois discos seminais -  Saxophone Colussus e Tenor Madness-, mas também ao lado de Miles Davis ou Thelonious Monk.

A foto de capa, sugerida por Rollins, apresenta-o adequadamente vestido à cowboy, explicitando de alguma forma a música que se seguiria, e que, com algum humor, se iniciava com "I'm an Old Cowhand”, retirado de Rio Grande, o clássico de John Ford, e que, noutros temas, apelava aos western movies nos ritmos country explicitados mesmo nos sons de cascos de cavalos (de Shelly Manne).

 Go West! The Contemporary Records Albums reúne esse disco e ainda o outro disco de Rollins gravado no ano seguinte, And The Contemporary Leaders, e ainda um terceiro, reunindo as takes não editadas na altura. Os Contemporary Leaders eram o oposto de Way Out West – um sexteto com vibrafone, piano e guitarra -, com um saxofone necessariamente mais contido, mas da mesma forma brilhante. 

O álbum apresenta a integral dessas duas sessões para a Contemporary, numa luxuosa caixa de 3 LPs, com o mesmo produtor, o influente Lester Koenig, com as takes rejeitadas, revelando o muito que ficou por editar nessa altura (se bem que entretanto divulgado), do que é um dos mais importantes saxofonistas da História do Jazz.

Way Out West:
Sonny Rolllins (st)
Ray Brown (ctb)
Shelly Manne (bat)

Sonny Rollins and the Contemporary Leaders:
Sonny Rollins (st)
Shelly Manne (bat)
Barney Kessell (g)
Hampton Hawes (p) and
Leroy Vinnegar (b)
Victor Feldman (vib)

 

(Este texto foi publicado no Jornal de Letras)